Estudar nos Estados Unidos

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Uma garçonete na Austrália

A student adviser Iuca Reuben conta como foi sua experiência de trabalho na Austrália! Quer saber como se faz? 

"Pouco tempo depois de ter chegado na Austrália já comecei a procurar trabalho, pois precisava trabalhar para ajudar nos custos da viagem, já que banquei esse projeto por minha conta e estava com o dinheiro um pouco apertado!

Montei meu 'resume' com a ajuda de minha host mother, sim eu não sabia direito nem mesmo como organizar um currículo em inglês...Fiz algumas cópias e fui distribuir pelos cafés, mercados e qualquer outro lugar que eu me identificasse.

Depois de dois dias me chamaram para o primeiro trail, que nada mais é do que trabalhar por um dia para ver se gostam do seu trabalho e se querem te contratar! 



Dei o meu máximo nesse primeiro dia, e como o meu inglês não era lá muito bom tive um pouco de dificuldade para entender os pedidos das pessoas, mas procurei ser muito prestativa e eficiente para compensar. 


Confesso que fiquei bem nervosa nesse primeiro momento, pois todos falavam comigo e eu não tinha muita certeza do que queriam , do que eu precisava fazer,etc. De tão nervosa que eu estava quebrei uma pilha de pratos... mas... no final deu tudo certo!!!  


Mostrei que era "hard work" e acabei trabalhando neste café durante quase todo o período que estive em Melbourne.


A dica que dou na hora de procurar trabalho na Austrália e procurar aprender as atividades que vai precisar desenvolver antes de ir para o "trail"! "



Um dia na vida de um Kitchen Hand no Hard Rock Cafe



A student adviser Priscila Schnorr compartilha conosco a sua experiência quando começou a trabalhar na Austrália. 

" Meu primeiro emprego foi o de Kitchen hand (auxiliar de cozinha) no Hard Rock Cafe Surf Paradise - Gold Coast, em 2008. E não o foi primeiro emprego na Austrália. Foi meu primeiro emprego NA VIDA!

Claro que.. só consegui por que ma amiga que morava comigo na Goldie me indicou! Senão não teria sido fácil ser contratada, sem experiência. 


Inicialmente era difícil a comunicação, pois recém estava dominando a língua inglesa, mas não falava diretamente com australianos ou outros english speakers. Então a compreensão não era muito fácil! Além disso, tinha que aprender os termos utilizados na COZINHA, afinal, desde pequenos aprendemos a falar tomato, lettuce, knife, plates, etc. Mas não aprendemos a falar molho (sauce), empanado (tupelo), fatias (slices), apressa/acelera (hurry up), "CADÊ A P.... DA SALADA?!" (where's the fu...ing salad???).




Bom, lá estava eu! Perdida no meio de um bando de homens aos berros na cozinha nos horários de pico. Falando inglês, deduzindo o que eles gritavam.. e dando o máximo de mim!

Essa experiência além de proporcionar fluência na língua inglesa, me ensinou a ter responsabilidades com o trabalho, com os colegas, cumprir horários para não ser descontada ou até demitida, além de aprender a conviver com pessoas muito diferentes! O convívio diário com diferentes humores, valores, estilos de vida, faz com que você enxergue que nem todos são iguais. Nem mesmo parecidos.. e você aprende as lições na marra! 


No início eu obedecia todas as ordens sem nem questionar, pensava que estava em outro ambiente, eu deveria me adaptar, ainda que a ordem me parecesse errado. E quanto mais eu obedecia, mais eles exploravam. Como exemplo, trabalhar mais de 12 horas por dia, ficar além do expediente limpando os vincos das paredes, e assim por diante. Sim, eu era muito crua! Até que me revoltei um dia, saí correndo e chorando indignada com um dos meus chefes! E não apareci no outro dia! Indignada! 



Foi aí que eles me ligaram para conversar e fizeram com que aquele chefe me pedisse desculpas pois tinha exagerado! E ele ria... mostrando que tinha feito de propósito e que eu que deveria ter reivindicado! 

A partir daí não deixei ele me explorar! Como eles usavam muitos palavrões durante o dia todo.. aprendi a usá-los também, e xingava chefe sem medo! Foi tiro e queda.. a convivência melhorou 200% e somos amigos até hoje! Está sempre me perguntando quando vou voltar pra lá e dizendo que minha vaga está garantida! Por sinal, a proposta é muito tentadora! hahaha

Além dos amigos que fiz, com quem mantenho contato até hoje, trabalhar no Hard me proporcionava alguma regalias como: almoçar ou jantar com amigos com 50% de desconto pra todos, e comprar suveniers do HRC Shop também com 50% Off!!! Adorable!!!"




Um dia na vida : ´mochilando' na Austrália

O student adviser Conrado Menezes colocou a mochila nas costas e partiu para acampar :

"Dois grandes olhos negros, enormes unhas e a boca babando um líquido verde e gosmento.

Apesar desse aspecto, talvez minha cara de quem recém acordou e de susto ao se deparar com essa criatura tenha sido mais assustadora. E com certeza foi, porque o canguru foi o primeiro a sair em disparada. Ali ao lado dos mochileiros, não era o lugar mais tranquilo para o seu lanche matinal.


Era impossível imaginar que estávamos todos acampados em uma praia tão isolada a ponto de haver cangurus selvagens como vizinhos. Aliás não imaginava muita coisa quando armamos nossa barraca, a não ser que estávamos em uma praia, como confirmava o barulho do mar.

A escuridão era absoluta e o conhecimento que tínhamos do local era praticamente zero Definitivamente, é essencial estudar um pouco sobre os locais de camping antes de viajar. Mas na pressa de chegar às grandes cidades do sudeste do país (como Sydney e Melbourne), acabamos passado por cima desse planejamento.


O que certamente não é a melhor coisa a ser feita, já que os cangurus selvagens podem ser perigosos.

Apesar das belezas naturais da praia de Diggers Camp, eu e meus colegas mochileiros que estavam viajando no mesmo carro resolvemos parar em um local mais civilizado e que os vizinhos mais próximos fossem fãs de football, cerveja e vegemite..."

Um dia na vida...trabalhando em Brisbane

O Caio Nogueira, student adviser da Australia Brasil conta como é a rotina de trabalho em Brisbane:


"Morei por 8 meses na cidade de Brisbane, no estado de Queensland, e um dos meus trabalhos foi o de 'cleaner'. A minha função era deixar escritórios de grandes empresas sempre limpos e arrumados para o expediente do dia seguinte. Confesso que limpar chão, passar pano e tirar poeira nunca foi o meu forte, pois nunca tinha feito algo parecido no Brasil.


O prédio comercial onde eu trabalhava era localizado no centro da cidade. Eu morava em Kangaroo Point , um bairro separado da cidade pelo Rio Brisbane e ligado pela ponte “Story Bridge”. A melhor maneira de chegar era de “citycat”, um catamarã que passava por vários pontos da cidade. O trajeto era bem rápido, em média, 15 minutos.









O trabalho em si é super tranqüilo, uma tarefa braçal, cansativa mas não é nada que qualquer um não consiga fazer. Pensando pelo lado bom, qual é o emprego que te permite colocar seu IPOD, com aquela setlist que você mais gosta sem que ninguém interrompa no meio da sua música preferida? A resposta é NENHUM! Além disso, trabalhar em subempregos como cleaner e dishwasherte dá a chance de conquistar um dos sentimentos mais nobres, o respeito por quem faz a mesma função aqui no nosso país.


Saber que o trabalho, que muitas vezes tratamos de forma preconceituosa, é muito útil e que precisamos dele como de qualquer outro. Deixando de lado essa parte mais sentimental do intercâmbio, vamos à parte pela qual muitos se interessam: o SALÁRIO.








Por esse emprego eu recebia uma média de AU$ 1300 (dólares australianos) por mês, valor que é considerado uma boa remuneração. Considerando que eu gastava mais ou menos uns AU$600 com aluguel e supermercado, ainda me sobrava uma boa quantia para gastar com viagens , noitadas e compras.


Por falar em viajar, uma dica que fica pra todos que querem realizar o sonho de conhecer a “terra dos Cangurus” é viajar. Viaje, viaje bastante, o máximo que conseguir. O famoso “lado de lá”, ou, “lá do outro lado do mundo”oferece milhões de destinos que realmente valem cada centavo economizado e gasto. Fica a dica...

Um dia na vida de ... entregador de pizza

O Gabriel Bertoni - student adviser da Australia Brasil Porto Alegre - conta como é a rotina de entregador de pizza na Austrália:





"Acordei em um belo dia de sábado, na Gold Coast australiana. O dia estava ensolarado e fui checar qual seria meu horário de trabalho para aquele dia: 4 da tarde. Ótimo! Ainda consigo pegar uma praia e aproveitar que algumas ondas estão rolando!!



Após uma bela sessão de surf em Burleigh Heads, voltei para casa por volta das 13h, almocei e descansei um pouco, esperando a hora de ir pro meu “ganha-pão”.





Chego na Pizza Hut de Ashmore por volta das 15h50, assino o meu horário de chegada comendo um garlic bread (o famoso 'pão de alho' do Brasil) e espero chegarem os pedidos de entrega. Perto das 18 horas o telefone não pára de tocar e o gerente vai me repassando os endereços e as caixas de pizza para serem entregues.



Coloco as pizzas no banco do carona de meu Toyota Corona 81 (velhinho mas com direção hidráulica, ar condicionado e em ótimo estado), ligo o GPS, digito o endereço, ligo o rádio com uma música bem tranqüila e vou embora, com destino a matar a fome de diversos australianos!





Assim passa a minha noite até as 00h30, quando fechamos a pizzaria e eu vou embora para casa, levando comigo (sempre) uma pizza bem quentinha p/ a felicidade dos meus flatmates!



Point Napean Park, um pedaço do paraíso em Victoria!

Aqui vai mais uma recomendação da Marina Fanti : leia-se Com o Pé na Austrália

"Melbourne pode ser muito dinâmica e viciante para quem vem de uma cidade tensa e pouco amiga como São Paulo. São tantas coisas interessantes acontecendo ao mesmo tempo, tanta arte, beleza, tanta civilidade e natureza, que facilmente nos deixamos envolver por uma rotina às avessas, repleta de novidades e atividades felizes, dia após dia.








E quando percebermos, já se passaram quase dois meses e ainda não conferimos nada do que há fora da cidade para conhecer também!


Por isso, neste sábado, eu e o Mário decidimos colocar os pés na estrada e encarar nossa primeira viagem em Victória, longe da apaixonante Melbourne. E o destino escolhido foi o Point Napean National Park para conhecer a pontinha de terra que separa a baía de Port Phillip do Mar da Tasmânia, há 90 km da cidade.










O parque está localizado na ponta da Península de Mornington num local onde se tem grande visibilidade de toda a região. Durante o período das grandes guerras, funcionava ali uma base militar, com fortes, hospital e áreas para abrigar pessoas em quarentena, por suspeita de doenças ou em tratamento médico.

Como o critério fundamental para planejar qualquer coisa nessa terra cara, é o dinheiro, bolamos um roteiro supereconômico (e desgastante também). Para começar, fomos de metrô e ônibus, o que levou três horas para ir e mais três para voltar.





Partindo de Melbourne, a melhor forma de chegar até o parque é saindo da estação South Yarra, numa viagem de cerca de uma hora até a estação Frankeston, de onde parte o ônibus 788 com destino a Portsea (para planejar bem os horários, vale antes passar no centro de visitantes e pegar o itinerário dos ônibus).



A estação fica na zona 2, então é preciso ter o tíquete válido para zonas 1 e 2! A viagem de ônibus leva quase duas horas e termina no ponto final, bem em frente à entrada do parque. A jornada de ida e volta, contando o tíquete para a zona 2, sai por 11,40 dólares por pessoa. Em compensação, a entrada para o parque é gratuita e é só pegar um mapinha no centro de informações e começar a longa caminhada pelo parque!

E o parque é imenso, com muitas trilhas e edificações espalhadas; por isso, assim que chegar ao centro
de informações, o visitante deverá optar por qual maneira vai explorar o parque: a pé, de bondinho, ou de bike. As bikes custam 20 dólares por dia; os bondinhos saem por 8 e circulam em horários estabelecidos pelo parque. Bom, acho que já deu para adivinhar qual foi a nossa escolha... E lá fomos nós, munidos de nossos bons e velhos tênis, conhecer o parque.


O local tem a fama de ter uma das mais ricas faunas e floras do estado de Victoria, com animais que vão desde pássaros raros, até os tradicionais cangurus, mas nós não vimos nenhum ser que se assemelhasse a nenhuma das categorias; apenas uma lula morta, muitas conchas e pedaços de corais na praia. Mesmo assim, a natureza do parque é exuberante e compensa por si só o dia puxado da viagem!








Nós percorremos o parque pelas trilhas e pela praia, que fica bem em frente, mas o acesso à praia é restrito. Há muitos pontos com sinalização de bombas (vestígios do passado militar) e placas proibindo a saída para a areia. Infelizmente, toda a beleza que avistamos pelas trilhas é para ser contemplada de longe. O mar azul, os corais, as areias fofas, os penhascos, tudo absolutamente lindo, intocado e intocável. Não sei se acredito que haja bombas na praia. Desconfio que a proibição seja mais por conta de proteger o meio-ambiente, ou proteger os visitantes, porque é uma região de mares conturbados, com navios naufragados e onde presumidamente morreu afogado em 1887, o primeiro ministro australiano, Harold Holt.

O espírito do passeio é o de apreciar mesmo, esquecer um pouco a pretensão de interagir com a natureza. O ideal é levar uma cestinha de piquenique (porque não há lanchonetes no parque), achar um cantinho especial e passar um tempo, entre uma guloseima e outra, comendo com os olhos o que não pode ser tocado...

Além das maravilhas do parque, a região toda da península de Mornington é convidativa para um dia ou dois de visita. Vinícolas, campos de golfe, veleiros em marinas, lojas, restaurantes e pequenas cidades costeiras atraem gente de todas as partes da Austrália.




Mas esse já é um roteiro pra quem está mais disposto a gastar e por enquanto, nesse quesito, não vou poder ajudar... Mas, quem sabe um dia, eu não chego lá!?

Um dia na vida de ....mochileiro na Austrália

O Cris Zanin, gerente da S7 Study de Porto Alegre, "mochilou" pela Austrália e trouxe na bagagem muita história pra contar:




"Antes de viajar para Austrália, eu realmente não imaginava a experiência que iria viver naquele país. Sabia dos meus objetivos em aprimorar meu inglês, fazer um curso de comercial internacional e conviver em outra realidade...mas não passava pela cabeça que tipo de experiências que eu viveria no tempo que eu iria morar lá.


Sinceramente, acho que só quem mora, aliás, VIVE um tempo fora sabe disso, e melhor, aprende que nas próximas experiências que terá em outros lugares não tem que esperar nada também. Ser surpreendido por aventuras nunca antes pensadas certamente é uma das melhores sensações que existem. Logo no início da vida na AUS, dava pra se assustar com os preços das coisas toda vez que convertia os preços por lá para nossa moeda.


Entretanto, começando a comparar as possibilidades e oportunidades, e principalmente quando se começa a trabalhar, essa análise dos preços muda, e dá pra se dar conta que mesmo convertendo, viajar pela AUS não é caro... Basta um planejamento legal !



Fiquei pouco mais de 5 meses sofrendo (nem tanto) entre aulas, trabalho, estudos e saudades, até que tive meu período de férias do meu curso... e o plano de viajar pela Austrália que estava apenas na poupança e sem nenhum roteiro previsto acabou tomando forma junto a outros amigos... Resolvemos comprar um carro e aqui já fica uma dica: entre comprar ou alugar, as vezes nenhuma compensa mesmo e a saída é comprar um carro em uma loja que faz contrato devolução de parte do dinheiro quando você devolve o automóvel. Inteiro, é claro!


Fizemos o roteiro e definimos as regras da viagem!! Claro, convívio em sociedade precisa de organização...ainda mais pelos 12.000km que teríamos pela frente! Sim, mais de doze mil... viajamos de dia e não mais que 500km para ocupar apenas um turno do dia! Assim, mesmo nas pequenas localidades tinhamos tempo de curtir !


***O roteiro***


A saída foi em Sydney e seguimos para:

Malua Bay- primeiro contato com 'aussie people' mesmo: cidade pequena de gente muito simpática.

Moe - parada pra dormir e mega neblina na saída, que na realidade era fumaça daquelas queimadas que rolam no verão em Victoria, sabem?

Melbourne- capital cultural e uma cidade fantástica...muita coisa pra se fazer (uma prainha irada que não lembro o nome): Vou descobrir porque vale a dica...


Mount Gambier - cidade pequena que tem um lago azul anilina muito lindo...outras histórias não podem ser contadas em público :X

Adelaide - a cidade dos 20 minutos! Rapidim você pode se deslocar nela para diferentes lugares !

Port Augusta - Pub roots...preciso achar as fotos

Coober Pedy - Mad Max foi filmado por lá :D

Uluru - ou Ayers Rock...aquele pedrão gigante, o maior monolito até a pouco tempo e um lugar de uma energia sem descrição.



Alice Springs - Descobri (com sorte) que limite de teor de alcool para dirigir é no maximo 2 copos...(mas 2 mesmo, não 2,5)...

Tennant Creek - apenas stop pra descansar

Mount Isa- uma ida no Cassino e explicação de australianos para o caminho a seguir...errado :/

George Town- a cidade onde os sapos não comiam os insetos pois eles eram importados :P

Cairns- sem palavras, ou melhor, só poucas: Grande Barreira de Corais e um mergulho...inacreditável !

Tully - presos com alagamentos na rodovia (e lembrando que no sul tinha queimadas...que doido)



...ih cansei...mas ainda teve Townsville, Hervey Bay, Brisbane, Gold Coast, Byron Bay, Ninbim...afff...Ballina, Newcastle e então, quase 8 semanas depois, a chegada em Sidney ! Houve outras cidades e praias que passamos e paramos pra conhecer, sem contar nas coisas que aconteceram na estrada... Incluindo ver um cometa no único dia que viajamos a noite e estavamos no deserto australiano com um céu mais incrível impossível...


Resumo da história: deu pra conhecer bem o país e gastei bem menos do que se imagina pra fazer isso, aliás, fui apenas com a grana economizada (pouco do Brasil e o resto trabalhando na Aus)....nada de patrocínios...



Além de conhecer o país e fazer uma Road Trip que ficou na história, fiquei feliz com o aprendizado de que eu era capaz de realizar as coisas que desejava... Viajar é algo que não dá mais vontade de parar ! E na minha opinião, AUS é o melhor lugar pra começar...






Oportunidades de trabalho na Austrália

O Sérgio Lopes fala sobre trabalho na Austrália :


"A Austrália é um país gigante! É o sexto maior país do mundo, do tamanho dos 48 estados norte americanos.Pra você ter uma ideia, a Austrália também é 50% maior do que toda a Europa!

Mas apesar de seus 7.686.850 km de extensão, é o país com a menor densidade populacional do mundo com apenas 2 habitantes por km quadrado.

Por isso, não é de se estranhar que a oferta de empregos seja boa. Na Austrália você vai ter a chance de trabalhar em restaurantes, bares, construções, lojas, como babysitter, em fábricas, etc. As opções de trabalho são bem variadas e vale lembrar que dependem bastante do seu nível de inglês (por isso, estude mesmo!).


Eu mesmo, por exemplo, comecei na cozinha de um restaurante e logo após um tempinho comecei a trabalhar em uma fábrica de pranchas de surf e ainda ganhando um salário melhor!


Além de desfrutar de uma cultura fascinante, quem possui o visto de estudante também tem direito a trabalhar legalmente por 20 horas semanais durante o período do seu curso! Ou seja - você desenvolve o inglês em um país tropical - e ainda pode juntar uma graninha pra ajudar (às vezes até cobrir ) os seus custos por lá! "

Um dia na vida.....de housekeeper

Essa história bacana foi vivida pela Student Advisor, Mariana Selingardi:


Quando morei em Perth, um dos meu trabalhos era de housekeeper (governanta) no Hotel Mercure. Eu tinha que deixar o quarto sempre ' um brinco', seja quando o cliente estava hospedado, seja quando ele havia dado check-out, para que o novo hóspede que fosse entrar encontrasse tudo perfeitamente limpo e arrumado.


Era um trabalho extremamente puxado e braçal, além disso eu tinha um tempo limite para arrumar os quartos, mas nunca abri mão, porque minha manager era amável, o pagamento da hora era bom e eu tinha direito ao almoço (o que me ajudava a economizar no quesito alimentação).




Trabalhar no hotel foi uma experiência muito interessante, você acaba se surpreendendo como certos hóspedes que são extremante desleixados e não tinham dó de deixar tudo muito sujo (foi um belo aprendizado se colocar do outro lado, os clientes na maioria deles, acham que porque estão pagando podem deixar o apartamento de cabeça pra baixo, pois sabem que vai ter alguém para limpar) mas mal sabem o quanto exige das housekeepers muito mais empenho, rapidez e cansaço. Às vezes tínhamos 15 apartamentos para limpar !


Outra curiosidade é que muitas vezes encontrávamos objetos esquecidos pelos hóspedes e um dia eu estava arrumando um apartamento no qual o hóspede já havia dado o check-out. O apartamento estava bem em ordem e haviam duas camas, como foi utilizada só uma era mais rápido terminar minha tarefa.


Na cama que não foi utilizada a colcha que fazia parte da decoração e cobria parte da cama estava amassada, e eu fui ajeitar, neste momento quando levantei a colcha para estender, encontrei um "bolo" de dinheiro. Eu não conseguia nem contar quanto tinha naquele bolode dinheiro, fiquei aflita e logo levei para minha manager para ver se ela conseguiria contatá-lo. Eu não fazia idéia de onde ele era.





Bom, descobrimos que era um australiano que morava em Sydney que tinha esquecido a quantia de AUD 5.000,00 e achava que tinha sido roubado fora do hotel. O dinheiro foi devolvido e ele enviou flores e uma carta extremamente gentil dizendo que ficou impressionado com minha atitude honesta e que gostaria de me recompensar.


Liguei pra ele agradecendo a carta tão gentil e as flores e comentei que ia para Sydney em breve para ficar na casa de uns amigos e ele disse que fazia questão de me levar pra jantar com a família dele.



Ele me buscou na casa da minha amiga em Manly com a mulher e dois filhos lindos, me levaram num restaurante super gostoso e tivemos um jantar super agradável. Foi muito gratificante aquele momento, me senti super especial de estar ao lado de pessoas com os mesmos valores que os meus e que reconheceram uma atitude tão honesta nos dias de hoje.





No final do jantar eles me entregaram um envelope com 10% do valor que eu havia encontrado. Eu fiquei sem graça, falei que não poderia aceitar aquele dinheiro, pois não havia devolvido o dinheiro para receber algo em troca. Eles não aceitaram de forma alguma que eu não aceitasse o dinheiro.



Quando voltei pro Brasil mandei um e-mail para eles dizendo como andava minha vida e agradecendo novamente aquele momento tão bacana ao lado da família dele. Ele retornou e percebi que de fato eu tinha conquistado uma amizade pra toda vida, certas atitudes ficam marcadas para sempre na vida de algumas pessoas:


It is wonderful to hear from you. I am still very impressed with your honesty and kindness and our whole family wishes you good karma. If you ever need any help in Sydney, Some work or just somewhere to stay for a few days. Please always give us a call. We are your Sydney family. Thank you for the photos. Please keep in touch and let us know about your life as it unfolds, where you decide to live, what career you decide to pursue, we would love to know.

Love

The Swans

Com certeza foi um dia que além de ter ficado marcado na minha memória, eu dificilmente viveria algo parecido aqui no Brasil ! "



Um dia na vida de ... estudante em Perth

A Monica Mika Ozawa manda notícias de sua vida de estudante em Perth.

"Já passaram 3 meses desde que eu cheguei em Perth. As primeiras semanas foram difíceis, tudo muito diferente, mas com o tempo as coisas foram melhorando. As pessoas aqui são muito solícitas e educadas.

No primeiro mês fiquei em homestay e não poderia ter sido lugar melhor! Minha hostmother era muito legal. Durante minha primeira semana, ela me levou e buscou na escola. Ela cozinha muito bem, então não tive problemas com a comida.




Uma dica: antes de trazer lembranças pra família, mande um e-mail pedindo dicas para presente, porque eu trouxe chocolate e minha hostmother não come chocolate, para minha sorte eu tinha trazido outro presente. Se eu tivesse trazido café do Brasil teria acertado em cheio, ela adora café e até reclamou que eu não trouxe para ela. Ah! e não traga chinelos havaianas, aqui tem de monte, de 10 pés que vejo na rua, pelo menos 7 estão usando havaianas!

Quanto a minha escola, a
Milner College, no geral é muito boa. Os dois primeiros meses eu estudei General English, mas agora mudei para o Cambridge. O General English é bom no começo, na fase de adaptação, mas acho que para melhorar o inglês o Cambridge é melhor. No General English toda semana tem gente nova entrando e eu mudei de professor 3 vezes. Mas para quem está vindo estudar num clima mais relaxado, o General English é mais indicado. O Cambridge é um curso mais sério, todo dia tem homework e no final do curso tem o exame a ser prestado.

Em relação aos professores, tirando um ou outro, eles são muito bons. Se a gente precisa de ajuda, ou de material extra, eles estão sempre dispostos a nos ajudar. O pessoal da recepção são muito simpáticos e solícitos. Aqui também temos uma biblioteca com vários livros para todos os níveis de inglês, cds, revistas, filmes,etc. Terças e quintas temos aulas gratuitas de pronúncia. Se você tiver algum problema e não sabe como resolver, é só marcar um horário com uma professora que nos aconselha. Outro ponto positivo é que o dono da escola - o Mr. Milner - está todos os dias na escola à disposição. Ele que nos recebe no primeiro dia de aula.



Sobre a cidade, ela é muito linda, limpa e organizada. Mas a gente tem que se manter ocupado o máximo possível para não se entediar, porque às vezes a cidade é muito tranquila. Todas as lojas fecham às 17h. Mas tem muitos lugares para se visitar perto de Perth, meu lugar preferido até agora foi Rottnest Island.

É muito fácil de se locomover por aqui, tem trem, ônibus, ferry e as ciclovias para quem gosta de andar de bicicleta. Mas no fim de semana ônibus é um problema, eles não passam com muita frequência e o último ônibus geralmente é às 23h no sábado e às 20h no domingo. Se você quer ficar mais tempo na rua, taxi é a única opção para voltar para casa.



Bem, com seus pontos positivos e negativos, Perth é um lugar muito bom e tranquilo para se viver. E estou adorando !!!


Nunca é tarde !

Tem gente que acha que intercâmbio é 'coisa de jovem' e que existe uma época específica para ter essa experiência no exterior.
Ledo engano! Conhecer outra cultura, aprender uma nova língua, contruir amizades e ser ainda mais feliz poder ser uma escolha para qualquer fase da vida!

Nádia Torres Caneiro tem 61 anos e foi viver por 7 meses em Perth.

Olha o que ela conta :

"A vida nos proporciona desafios o tempo todo. São oportunidades que recebemos para aprender e crescer. Às vezes, não nos damos conta disso, então perdemos muitas oportunidades.
Quando compreendi isso, decidi não perder mais tempo nem recuar aos desafios, mas enfrenta-los e ver o que eles me trazem de novo.

No momento estou experimentando a vida na Austrália. Na verdade, estou realizando um sonho antigo, de adolescente... estudar inglês fora do meu país. Afinal, nunca e tarde para começar!





No meu curso, na Milner College, sou a menor aluna, mas a mais velha da turma, isto pra equilibrar as coisas. O Colégio e ótimo, muito dinâmico e uma coisa me chamou a atenção, o diretor geral da escola está sempre presente a disposição dos alunos, na secretaria.

Formamos 12 nacionalidades diferentes numa mesma turma. Isso e maravilhoso! Passamos o tempo todo perguntando para cada colega como e a vida no seu país. Tenho aprendido muito sobre muitas coisas além de aprimorar meu
inglês. Também tenho escandalizado um pouco os jovens com o jeitinho brasileiro de abraçar e beijar os amigos, principalmente os tchecos, húngaros, japoneses e belgas. Eles tem pensamentos e hábitos muito diferentes dos nossos.

Quando a professora perguntou a todos o que iriam vestir na noite de Natal, respondi que vestiria um belo vestido vermelho (no sentido de estar como o papai noel), esses jovens acharam um verdadeiro escândalo. Pois para eles uma mulher vestir vermelho e muito provocativo e íntimo demais. Imaginem!

Meus colegas são todos jovens, e eu tambem, apesar dos meus 61 anos de idade pois, enquanto alunos, somos todos iguais. Estudamos a mesma matéria, temos as mesmas dificuldades e o nosso propósito e um só: aprender a ouvir, falar e escrever um bom inglês. É muito bacana! Ficarei aqui por 7 meses.



A cidade aqui e linda e fácil de aprender a circular, tanto a pé como de ônibus ou trem.
Nos primeiros 10 dias fiquei numa homestay, esperava ter mais contato com australianos, depois me mudei para a casa de meu filho. Ele e fisioterapeuta e mora aqui há 6 anos.

Saio cedo de casa, carregando uma mochila nas costas, com comida, água, lanchinhos, livros e cadernos e mil folhas 'xerocadas'... essa e a parte chata. Depois de um mês tudo fica tranquilo.

Temos que ler livros retirados na biblioteca do colégio. Ja estou no quarto livro, desde que comecei o curso, em 29 de novembro. Essa e a melhor parte. Leio bastante e aprendo muito.

Acho que agora, em Janeiro, poderei começar a trabalhar e a dirigir também. Não e fácil dirigir do lado direito, até o cérebro se acostumar com a inversão de lado, demora um pouco. E necessário dirigir aqui. Esta é uma cidade de carros, pois os ônibus tem horários determinados e normalmente vão até o centro, na Wellington Bus Station, não cruzam muitos bairros. A maioria das pessoas tem carro. O trânsito é tranquilo e o povo civilizado. E a cidade dos carros e da paz. O povo é alegre e muito simpático. As praias são maravilhosas...



Ja fiz vários amigos australianos e brasileiros também. Demos uma linda festa natalina em nossa casa. Foi um espetáculo!!!

Estou feliz por estar aqui e estou aqui por uma forte vontade. Acredito que o mundo é mental, portanto cuido o que penso, se o pensamento é bom, penso forte, com verdade. Minha verdade é AMOR, assim vivo cada dia com alegria e determinação, sem me preocupar com o tempo. O tempo vai passar de qualquer maneira, e eu estarei lá, realizando coisas, vivendo emoções... mostrando a quem quiser ver que a vida vale a pena !!! "

Não deu muita vontade de parar de enrolar e embarcar logo pra uma experiência nova?

Um dia na vida de ...

João Henrique Moreira conta um pouco como está sua experiência de intercâmbio em Byron Bay.

"Tive um pouco de dificuldade no início porque não conhecia quase ninguém. Mas após começar as aulas tudo fica mais fácil. A comunicação com o pessoal esta melhorando a cada dia.


Tô morando numa casa irada, durmo no mesmo quarto que esse coreano ai na foto...comédia...e na casa tem mais 3 mulheres...1 suiça e 2 marroquinas...sendo que a suiça é linda, dos olhos azuis brilhantes e loirinha. Parece uma boneca!


Conheci três brasileiros (um paulista, e duas gaúchas). Ai na foto o paulista (Eder), a gaúcha (Ana Carolina)


Ontem rolou um churras na praia (churras só com cerveja...rs) conheci a maioria dos estudantes do curso e fiquei bastante impressionado com meu inglês, que está melhorando rápido.




Depois desse churras fomos a uma balada daqui bem conhecida: a Cheeky Monkeys, noitada bem doida e cheia de gente do mundo todo. Não existe pista de dança a galera simplesmente dança em cima das mesas e das cadeiras como se o chão tivesse algum problema."


Já pensou em estudar e viver em Byron Bay ?