Estudar nos Estados Unidos

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Right & Left

O Student Adviser Caio Nogueira manda essa Gafe de Viagem :

"Acredito que muitos saibam que uma das heranças deixadas pelos ingleses na Austrália foi a famosa mão inglesa. Aquele trnsito esquisito, invertido do tradicional. Por lá dirigimos do lado direito e isso não é tão simples de ser entendido e muito menos fácil de se acostumar.

Nos primeiros dias de Austrália fui ao mercado e ao atravessar a rua quase morri atropelado por um carro que vinha na direção “errada”. Depois de perceber que estava vivo, o carro parou no sinal e eu fui que nem um maluco tirar satisfação. Xinguei, xinguei e xinguei novamente...

“Seu filho...mother...” Os xingamento vinham em português e inglês. Até que fui questionado pelo próprio motorista, que percebeu que eu era turista , se eu sabia qual era a direção certa dos carros na Austrália ! A resposta veio com uma cabeça baixa e um sincero “É verdade, desculpa pela confusão!”

Fui desculpado, porém seguido de um - “Presta atenção, antes de xingar os outros...”
Talvez não tenha sido daquelas gafes mais comuns mas fica de dica para os próximos estudantes que irão visitar a Aussie.



Mão Inglesa – Trânsito inverso do nosso – Motorista fica do lado direito

Alguns países com mão inglesa:

África do Sul – Jamaica – Japão – Irlanda – Reino Unido – Nova Zelândia – Austrália
Estradas –pistas rápidas são do lado direito.

Andar devagar do lado direito não é uma boa ideia. Fui algumas vezes xingado por causa disso. Ficava meio perdido na viagem, já pensava: “Vou andar do lado direito. Quem quiser que passe pelo lado esquerdo...”

NÃO FAÇA ISSO!

Carros – pra nossa sorte existem poucos carros manuais por lá. Com isso não se preocupe com a marcha. Mesmo assim não custa nada dizer que quer um automático na hora de alugar.



Dirigir do lado direito não é tão difícil assim, praticar é o melhor treinamento.
Não fique com medo, alugue seu carro e viaje o máximo que puder "

Quem nunca cometeu uma gafe ?

Como esse tipo de coisa só acontece com que vive novas experiências e não tem medo de se comunicar, a Aline Uliana assume as suas gafes como intercambista na Austrália :



Eu já me meti em várias situações constrangedoras que depois passei a dar risada com elas. Na Austrália foram várias. Imagina: se falando português nós já cometemos alguns errinhos, imagine em outra língua !

Quando cheguei em Perth, achei que sabia falar um pouco de inglês, afinal depois de tantas aulinhas, alguma coisa eu tinha que saber. Porém foi na convivência que aprendi este idioma!!
A velha e boa frase: é errando que se aprende !!!

Cheguei no Hungry Jacks (um fast food do tipo Burguer King) e pedi meu lanche com refrigerante e batatas fritas.


A atendente fala:



- Qual refrigerante?


- Soda! -eu respondi.


- Qual? - a atendente insistiu.


- Soda!! - respondi novamente.


Ela olhou pra mim e para a fila que aumentava atrás de mim e disse:


- Qual?


Foi ai que me dei conta que a palavra "soda" quer dizer "refrigerante" em inglês. Em seguida respondi a ela:


- 7 up (seven up), please =D


No segundo mês que eu estava lá, consegui um trabalho numa cervejaria. O legal é que os clientes sempre são super simpáticos.

Meu trabalho era simples, "runner", levava os pratos prontos até a mesa para os clientes. A única coisa que eu tinha que falar era o nome do prato. É óbvio que o mínimo que eu falava, as pessoas sabiam que eu não era australiana.


- Senhor, aqui está sua pizza de chorizzo! - eu disse.


- Que maravilha, mas qual é o seu "accent"?- pergunta o cliente!

- Pizza de chorizzo, senhor! - eu respondi sem saber o que era o tal do "accent".

Isso se repetiu várias vezes ao longo de muitos dias.


Certo dia perguntei à minha professora o que era o tal do "accent".


Simplesmente quer dizer "sotaque".


Um dia passando mal, ligo para meu seguro de viagem para providenciar um horário no médico.
Chego no consultório e falo com a recepcionista:


-Oi, eu tenho um "meeting" com o Doutor David.

Ao pé da letra "meeting" significa "encontro".


Mas o que eu estava querendo dizer era "appointment", ou seja, uma hora marcada com o médico.

E assim vai...




Gafes de Viagem - trocando as frutas

O student advisor Conrado Menezes se deu mal mas jamais vai esquecer essa:



"Em algumas regiões da Austrália é comum encontrar empregos em pequenas fazendas de hortaliças ou frutas. São trabalhos árduos mas muito bem remunerados.


Em uma das minhas andanças pelo país, parei na cidade de Bundaberg e enfrentei longas jornadas desse tipo de trabalho trabalho. Na verdade o funcionamento é bastante simples: você se hospeda em alojamento e lá é oferecido trabalho e transporte para as diversas fazendas da região.


Muitas vezes é possível escolher o tipo de vegetal/fruta com o qual você quer trabalhar. Logo que chequei na acomodação me perguntaram qual seria minha opção pois a demanda por trabalhadores estava alta e eu tinha a preferência dessa escolha. Como meu inglês ainda era iniciante, não conhecia os nomes das frutas que podia colher.


Pra quem não sabe o significado das palavras, zucchinis, watermellons, eggplants ou rockmellons são a mesma coisa. Resolvi escolher watermellons... a tradução literal de "melões dágua" não chegava a assustar.


Talvez fosse uma espécie que não existisse no Brasil...uma fruta fácil de colher, quem sabe. Pode ser que seja até fácil! Pouco imaginava eu que, em meu primeiro dia de trabalho, essas pequenas frutas da minha imaginação haviam se transformado em imensas melancias!


O cansaço de ter que erguer esse enorme peso durante oito horas a cada dia só não era maior do que o meu arependimento de ter escolhido trabalhar com essa fruta. Depois dessa experiência, sempre deixo a dica aos mochileiros e estudantes: não esqueçam seus dicionários em casa!


Abraços! "


Gafes de Viagem - churrasco para os australianos

Essa história aconteceu com o Piero Rossini, que morou por três anos na Austrália:


"Logo que cheguei a Sydney fui atrás de trabalho como qualquer outro estudante. Pra minha sorte, na minha primeira semana consegui dois empregos e na semana seguinte arrumei uma vaga em um restaurante no Circular Quay, bem em frente ao Opera House. Neste restaurante era servido entre outros pratos, churrasco brasileiro - e por essa razão - muitos brasileiros eram contratados. Era uma espécie de rodízio, mas com bastante limitação: cada mesa que encarava o churrasco recebia de seis a sete tipos de carne.


As minhas gafes começam quando me deram um espeto de churrasco na mão e disseram, “Vai lá e serve a mesa”. Eu nunca tinha feito aquilo antes e a minha única experiência com facas de churrasco tinha sido na minha casa. Como eu trabalhava dois turnos, almoço e jantar, eu e meus colegas de trabalho gostávamos de ir a um bar durante o intervalo.

Tinha um bar alemão bem perto que servia cerveja naquelas canecas de 1 litro. Normalmente voltávamos para o trabalho bem alterados. Foi quando em um desses dias a coisa ficou preta. Como não é costume local o tal do espeto com carne, os clientes ficam um pouco perdidos com aquele tal de pegador e estranham o homem de preto segurando um espeto. Fui até essa mesa oferecer a carne, a pessoa ficou olhando pra minha cara enquanto eu cortava, eu avisei sobre o pegador, mas não deu tempo! Quando fatiei a carne, cortei o dedo do cidadão. Foi uma correria atrás de bandaid naquela cozinha!

Outra cena muito parecida foi com uma senhora, toda pomposa e cheia de frescura. Fui até a mesa com aquela picanha suculenta, mais uma vez avisei sobre o tal do pegador e como funcionava. Desta vez a carne foi mais rápida e antes mesmo da mulher perceber, já estava dentro da bolsa dela! O problema é que ela nem percebeu e eu não avisei !!!"

Gafes de Viagem - como pedir um canudo?

"Todos cometem gafes. Um ambiente perfeito para que elas aconteçam é em uma viagem internacional. Quando se está em um outro país, com uma cultura diferente, linguagem e modos de pensar e agir diferentes, além dos milhares de pequenos detalhes que só serão percebidos depois de um tempo por lá.


Além de ter marcado com uma galera no shopping às 20h para irmos ao cinema, chegar lá descobrir que os shoppings em Manly fechavam às 17h rodar horas e horas de madrugada em busca de um ponto de ônibus que ficava na verdade em outro bairro e algumas coisas parecidas, uma das maiores gafes que me lembro se repetiu diariamente por um período de quase 2 semanas.



Todos os dias pela manhã, costumava lanchar no intervalo da escola em uma padaria ali do lado. Ao pedir meu primeiro lanche, percebi que precisava de um canudo para tomar meu suco. Imediatamente me dei conta de que não fazia a mínima idéia de como se chamava “canudo” em inglês.

Perguntei primeiro à alguns dos meus amigos, ninguém sabia. Logo, precisei me entender com a Japonesa que havia me atendido na padaria e após ter me entregue um guardanapo e uma outra latinha de refrigerantes e passados alguns minutos, apontou para o canudo e falou “aahhhh, Stlô”. Apenas agradeci, peguei meu canudo e fui embora.

No dia seguinte, a mesma situação ocorreu , precisava de um canudo, mas era outra moça ( também japonesa ) . Bom, vocês devem imaginar o meu sufoco, já que eu não fazia a mínima idéia de como a menina tinha falado “canudo” no dia anterior. Bom, após mais alguns minutinhos, consegui meu canudo!

Dessa vez, perguntei à menina como era o nome e pedi para que repetisse algumas vezes, dessa maneira eu gravaria.



E ela foi bem clara “This is STLÔ... STLÔ” . Agradeci e segui contente meu caminho para casa. Durante toda aquela semana, às tardes comia naquela padaria de japoneses e pedia meu “stlô” e todos sabiam o que era, havia finalmente aprendido!

Um dia como outro qualquer no final de semana, após sair de noite, resolvi parar com um grupo de amigos para comer no Hungry Jacks ( um fast food bem famoso por lá) e quando pedi meu “stlô”, o atendente (dessa vez indiano) não fazia a mínima idéia do que eu estava falando. Após gastar um pouco de explicações e palavras (com raiva) querendo meu “stlô”, fiz alguns sinais e ele me respondeu : “ahhhhh... STRÔ ”. Não debati, apenas agradeci, aceitei meu canudo e fui embora.


Ao chegar em casa, incomodado com aquilo, finalmente fui pesquisar no meu dicionário e descobri que o canudo se chamava “STRAW”! Podem rir, mas passei pelo menos 1 semana treinando para não ter mais problemas ao pedir um simples canudo! Hehehe.... "